terça-feira, 29 de agosto de 2017

108

É muito difícil manter a motivação.
Várias vezes estive a 3kgs de atingir o objetivo e vacilei.
Uma trinca aqui, um doce ali, "está tudo controlado". O tanas!

Nestas férias, sem qualquer restrição, comecei a ficar cada vez mais indisposta. O que comia não me saciava ou não me deixava bem. Depois veio o sono. Muito sono. Pouca vontade de fazer fosse o que fosse.

Comecei a olhar e não via ninguém saudável à minha volta.

Muita gente com peso acima, com problemas disto e daquilo.
E olhava para a Rita.

Pensava se, à custa da alimentação, me acontecia alguma coisa, se teria uma segunda oportunidade para mudar.

Não sei. Ninguém sabe. Por isso, a oportunidade é o hoje e o agora.

Comecei mal o dia.
E, apesar de ter ido às compras para me conseguir organizar na cozinha, ando a terminar com os restos de açúcar e processados que há por aqui.

Alguns já foram para o lixo sem sequer passarem pela boca.
Não me sabem bem. Enjoam-me. Deixam-me mal disposta.

Quero ir devagar, sem ansiedades, mas sem perder o foco.
Quero estar saudável e sentir-me bem.

Vamo qui vamo!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A Clara e a Cristina

Sexta-feira poderia ser o primeiro dia de creche da Rita.
Não vamos lá.
Só na segunda.
Adiei o máximo que pude.

Ando ansiosa. Já sonhei muito com a creche e já acordei muitas vezes de noite.
A Rita é a minha bebé.
Só tem 7 meses e, a partir de segunda-feira, vamos ter de praticar a nossa separação, aos poucos, até eu voltar ao trabalho.

Conheço o espaço e as pessoas.
Sei que ela vai ser muito bem acolhida e tratada.

Mas... Há sempre um mas.
Ninguém conhece os seus choros e os seus sinais como eu.
E se... há sempre um, muitos se.

A única coisa que me tranquiliza é pensar na minha Clara e na minha Cristina.
Nas duas pessoas que, embora não tenha memórias, fizeram parte desses primeiros anos da minha vida.
Que me devem ter dado muito mimo e me devem ter feito muito feliz, porque adoro revê-las, lembrá-las e ainda hoje me derreto se me chamam besnica.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

109

É o número de dias, a partir de segunda-feira, que vou ter até ao meu aniversário.

Faço 26 anos, tenho emprego há 4, tenho uma filha linda e um companheiro fantástico.

O único problema desta vida bonita foram as acomodações.
Quando comecei a trabalhar, o exercício foi saindo de cena na minha vida.

Até então, praticava quase diariamente. Caminhada, corrida, dança...

De há 3 anos para cá, ganhei 5kgs.
É muito pouco. É fácil de perder.
Mas não os perco.

E o pior é a falta de contenção.
Adoro comer. Adoro estar à mesa horas. Experimentar restaurantes. Adoro doces. É quase impossível resistir a chocolate.

Chocolate. Chocolate. Chocolate.

Há uns tempos, numa das milésimas tentativas de mudança, tinha uma idade metabólica de 36 anos.
Em dezembro faço 26.

Como agora estoi de férias no maravilhoso alentejo, e quero aproveitar para desligar de horários e obrigações (até a Rita anda à deriva e nunca a vi tão bem disposta), decidi começar no regresso.

Não é uma dieta, não é voltar para o ginásio.

É reeducar-me. Regressar aos cuidados que tinha e relembrar o meu corpo do bem-estar que sentimos quando estamos ativos e e nos sentimos bem.

Porque a minha motivação não chega, vou fazer deste espaço um diário.
Vou descarregar aqui as frustrações e partilhar as vitórias.

Vou voltar ao trabalho dentro de um mês, com uma formação pelo caminho e uma bebé que faz sete meses amanhã.

(Acabei de escrever que não ia ser fácil.as fácil tem sido a minha vida no últimos tempos, e é isso que eu quero alterar).