Terça-feira, numa aula da PG, abordou-se o massacre dos meios de comunicação em janeiro que nos levam a crer que passámos os últimos anos da nossa vida sem sermos e fazermos aquilo que somos e queremos.
Ele é o ginásio baratinho, ele é a viagem de sonho a prestações durante todo o ano, ele é o professor Kibanda que fará milagres, ele é a hora de apostar e ganhar nos jogos da santa casa! Ele é um role de ofertas e promessas para fazer de 2016 o ano!
Pois eu bem que disse que a minha resolução para 2016 seria não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, mas... Aquela conversa fez-me um clique: em 2016 quero que a minha vida seja mais ação-reação e menos "pode ser".
Pode ser, qualquer coisa ou tanto faz devem ser as expressões mais usadas por mim quando é para decidir o que comer, onde ir, o que fazer... e toda uma lista de coisas que quem me conhece já começou a geminar maleficamente!
Pois bem, decidi-me, então, que 2016 poderia ser um ano diferente. Com a vantagem de, para mim, todos os anos da minha vida serem o melhor ano da minha vida, pelo menos, num dos vários planos que ela tem.
E 2015 foi... e, para 2016, quero melhorá-la e quero resoluções, objetivos e compromissos que afastem de mim uma preguiça aguda que se apodera logo de manhã e a cada 5 minutos.
Por isso, cá vai (que dia 11 de janeiro é um ótimo dia para resoluções, ou não?):
1. MAIS TEATRO
Oh yeah, em cheio na ferida. Ver, estudar e fazer.
O tempo em 2015 atraiçoou-me e eu não me lembro da última peça a que assisti.
Verdade, triste verdadinha.
Com a Pós-Graduação, agora anda tudo a fervilhar novamente. Livros, autores, exercícios, aulas...
Não sei se quero trabalhar como atriz, é certo e sabido, mas quero produzir mais, criar novos projetos, fazer mais.
2. MAIS MÚSICA
Mudar de casa é muito bom e lindo, mas... será possível perder CDs a torto e a direito em cada mudança? E o tempo de arrumá-los? E a conta do iTunes?
Sim, sim, sim. Ou compro CDs ou compro no iTunes. Não sei nem sou fã de piratear música.
Tenho milhares de músicas para organizar, playlists para fazer, pens para pôr no carro, o cartão do telemóvel vazio, com zero ficheiros.
E vários papéis na minha secretária com músicas que me vou lembrando ou ouvindo e que um dia estarão organizadas. E um dia até 31 de dezembro de 2016.
3. MENOS TRALHA E MAIS POUPANÇA
E esta? Grande desafio... Tentei começar o ano a destralhar, a organizar-me mais um pouco, mas c'est pas facile!
Próximas missões: vender a máquina da roupa e o frigorífico que estão na garagem há meses. Algum comprador?!
Despachar a roupa que já não serve/uso. E, o mais difícil, destralhar nos sapatos... que são tão lindos, e meus, e muito precisos, e são 3250825489350487 pares.
E, com o destralhar... Poupar!
Ficar com o essencial, não comprar aquilo que não seja essencial... mais contenção e menos impulso.
Será que vou conseguir? (Evitarei centros comerciais até ao fim dos saldos, evitarei centros comerciais até ao fim dos saldos, evitarei centros comerciais até ao fim dos saldos, ...)
Pelo sim, pelo não, já fiz o meu plano de poupança para o ano - 52 semanas, o € equivalente ao número da semana. Total conseguido ao fim de um ano? 1378 €.
4. VIDA MAIS SAUDÁVEL
Meus bons amigos, pqp (e, para quem não conhece estas preciosas siglas, pqp = puta que pariu) os chocolates. Como dizem lá para cima, eu não sou em modos! Chocolates, rebuçados, bolinho disto, bolachas daquilo...
Com esta brincadeira, 2015 trouxe 8 quilos. (Calma, recalcadas, que os 8kgs ainda me permitem vestir o 38).
E o objetivo para 2016 não é só perder 8kgs. É fazer exercício 3x por semana. É ser mais ativa e saudável.
Já me inscrevi, ainda em 2015, num ginásio e perdi 2kgs.
Mas depois, vêm, precisamente, os MAS. Mas a semana passada estive gripada e não podia ir, MAS hoje deveria ir mas não sei onde vou arranjar tempo, MAS de abril a junho tempo para que te quero com tanto trabalho e de casa às costas, MAS, MAS, MAS.
Vou, pelo menos, tentar começar a usar o todavia ou o porém, que sempre dá outro ar.
5. MAIS VIAGENS
Lembram-se da resolução da poupança? Hmmm, pois...
Quero, pelo menos, viajar 2x para o estrangeiro.
Cá dentro já costumo fazê-lo, de uma ponta à outra, este-oeste, norte-sul...
Mas lá fora, pelo menos duas viagens. Uma para o calor, claaaro!! Que eu deveria ter nascido no Brásiu e em pleno Carnaval! E outra para uma capital europeia, conhecida ou desconhecida. Uma viagem nem que seja de 2 dias.
6. MAIS FOTOGRAFIAS
É lindo evitar a fotografia e pensar que bom que é aproveitar os momentos, curtir o sítio, o ambiente, curtir por curtir e... depois a pessoa quer ter algo palpável, e cadê? Escafedeu-se!
2016 com mais fotos, quiçá, até, com uma máquina fotográfica.
E pronto, é isto, coisinha pouca.
Poderia pedir o Euromilhões mas isso implicaria jogar e tudo o que ultrapassa gastar 1€ quando o rei faz anos em raspadinhas, ou no Bingo (mas aí não é o rei quem faz anos, é a Ana Rita e o Menino Jesus), faz-me confusão.
E, porque preciso de me julgar publicamente e comprometer-me com os supostos alguéns que se traduzem em números que me aparecem no gráfico de visitas ao blog, tentarei cumprir as minhas resoluções, correr atrás. E ficar cada vez menos parada, menos apática, menos "ok".
Diz que gosto de observar os outros como se de uma comédia negra de tratasse e que falo do bem e do mal como se ambos fossem apenas isso mesmo, o bem e o mal. Ah, e dizem que sou gira que me farto. Mas nunca enjoei.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Quase, quase!
2015 finda-se.
E parece impossível passar ao lado da habitual onda de memórias e desejos e projetos futuros.
O meu ano foi uma montanha russa. Enorme. E o medo que eu tenho de montanhas russas...
O lado negativo, e passando rapidamente ao positivo, foram as perdas humanas. Somos menos à mesa. Somos menos nas fotografias. Somos menos nas conversas.
As coisas positivas, não fosse eu sagitário e, segundo os astros, sofrer de otimismo, foram mais que muitas.
Os dois reencontros com o meu irmão.
O regresso ao Brasil, esse país que me sabe sempre a casa.
O desafio de começar um projeto de vida a dois.
As vitórias saudáveis da minha mãe.
A força imparável do meu pai.
As tecnologias que permitem, cada vez mais, estarmos em constante contacto com o outro lado do oceano.
A aventura de voltar "à escola".
A vontade de mudar e arriscar.
E tanto, tanto mais...
Para 2016 decidi não deixar para amanhã o que posso fazer hoje.
Por isso, 8 quilos depois, e numa segunda tentativa, já esta semana começou o maior desafio para 2016 - tornar-me mais saudável e mais ativa. (É provável que levem com fotos e post sobre ginásio, exercício, etc.)...
Aqui, um cheirinho muito pequenino do que foi este ano:
E parece impossível passar ao lado da habitual onda de memórias e desejos e projetos futuros.
O meu ano foi uma montanha russa. Enorme. E o medo que eu tenho de montanhas russas...
O lado negativo, e passando rapidamente ao positivo, foram as perdas humanas. Somos menos à mesa. Somos menos nas fotografias. Somos menos nas conversas.
As coisas positivas, não fosse eu sagitário e, segundo os astros, sofrer de otimismo, foram mais que muitas.
Os dois reencontros com o meu irmão.
O regresso ao Brasil, esse país que me sabe sempre a casa.
O desafio de começar um projeto de vida a dois.
As vitórias saudáveis da minha mãe.
A força imparável do meu pai.
As tecnologias que permitem, cada vez mais, estarmos em constante contacto com o outro lado do oceano.
A aventura de voltar "à escola".
A vontade de mudar e arriscar.
E tanto, tanto mais...
Para 2016 decidi não deixar para amanhã o que posso fazer hoje.
Por isso, 8 quilos depois, e numa segunda tentativa, já esta semana começou o maior desafio para 2016 - tornar-me mais saudável e mais ativa. (É provável que levem com fotos e post sobre ginásio, exercício, etc.)...
Aqui, um cheirinho muito pequenino do que foi este ano:
(E também, em 2016, começar a registar mais momentos e a organizar melhor as fotos...!!!)
Aquilo que desejo a todos os meus queridos é que este seja um ano que valha a pena! Mas... nós temos de fazer com que ele valha a pena.
E que não tenham medo de deitar fora tudo o que não importa.
Feliz 2016!
Até para o ano.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
o dia dele!
Este ano o Carnaval calhou quase com o aniversário da tua partida. Há três anos que embalaste a tua vida em duas malas e atravessaste o oceano sozinho.
Nessa noite, depois de passar o dia com um camadão de nervos, os pais foram ao café. Na TV Brasil, canal que eu desconhecia completamente, via, pela primeira vez, o gostosinho do Diogo Nogueira no seu Samba na Gamboa. Melhor do que isso só mesmo o convidado ser o Caetano. Vidrei e, pela primeira vez, ouvi a música que me transporta até ti.
Nessa noite, depois de passar o dia com um camadão de nervos, os pais foram ao café. Na TV Brasil, canal que eu desconhecia completamente, via, pela primeira vez, o gostosinho do Diogo Nogueira no seu Samba na Gamboa. Melhor do que isso só mesmo o convidado ser o Caetano. Vidrei e, pela primeira vez, ouvi a música que me transporta até ti.
Graças a ti fiz a viagem da minha vida. Três meses aí, a viajar, a viver. A loucura das condições de vida aí, a preocupação em garantir o teu bem estar e o abandono dos pais.
Falhou-nos o Corcovado e a Pedra da Gávea. Mas na próxima compensas.
Tinha isto escrito aqui desde dia 12 de fevereiro.
Hoje é o teu dia. Tanta coisa mudou entretanto. Casaste. Vieste cá. Estivemos novamente juntos desse lado. E agora são alguns meses de espera para a tua volta.
A relação que tenho hoje contigo foi aquela que sempre desejei. E veio em tempo certo, acredito eu.
Mas também desejei todas as vezes que jogávamos à porrada no quarto dos pais.
E as vezes em que nem era preciso falar para entrarmos numa de gozo de quem estivesse ao pé de nós.
Só desejo que sejas o mais feliz do mundo.
Parabéns, mano!
Tinha isto escrito aqui desde dia 12 de fevereiro.
Hoje é o teu dia. Tanta coisa mudou entretanto. Casaste. Vieste cá. Estivemos novamente juntos desse lado. E agora são alguns meses de espera para a tua volta.
A relação que tenho hoje contigo foi aquela que sempre desejei. E veio em tempo certo, acredito eu.
Mas também desejei todas as vezes que jogávamos à porrada no quarto dos pais.
E as vezes em que nem era preciso falar para entrarmos numa de gozo de quem estivesse ao pé de nós.
Só desejo que sejas o mais feliz do mundo.
Parabéns, mano!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Posso ir lá de avião
Há dias, só porque sim, que dói muito.
E nunca pensei que fosse ser assim.
No dia em que perdi o Armando foi estranho. Ainda por cima o meu pai fazia 50 anos.
No dia a seguir, só me lembro de abraçar a Piôa e apetecer-me chorar. Mas passou. Hoje falo muito nele e nas memórias que tenho das nossas brincadeiras, dos jantares e dos vestidos que me oferecia. Era o “meu” macacão e nunca mais ninguém ocupará o seu lugar.
Anos mais tarde veio a minha bisavó. A avó Yé-yé. Foi tudo tão diferente. Só desejava que o seu sofrimento e o nosso acabasse. Que ela encontrasse a paz que sempre a ouvi pedir. A verdade é que ela gostava muito de viver, mas bem. Não no ponto a que chegou. Foram 103 anos. Mais do que uma vida cheia.
Dela guardo os poucos cabelos brancos aos 103 anos. A sua casinha tão pequenina. As suas histórias e anedotas. Manias. As conversas e o seu feitio afiado. Tenho saudades da gargalhada que ela dava quando contava a história do Noé e das suas finas e compridas mãos. Sempre que volto a casa da minha avó olho para o lugar dela é vejo-a com o prato cheio de tudo o que há na mesa. O pão ao pé do prato.
Entretanto perdi os meus avós paternos. Confesso que a ligação não era muita mas nunca desejei ver o meu pai sofrer como sofreu. Nem os meus tios. Caramba, quantas vezes questionei o porquê de haver vidas tão tramadas e fins de vida ainda piores. Mas, na crença e na paz deles, encontraram o seu caminho e acredito que se mantenham juntos, estejam onde estiverem. E que continuem a deitar o olho aos tantos e tão queridos filhos.
Agora foi o meu avô. O Alberto. Ou o Lambina. Ou o Beto. Ou o “vô”.
Aquele que eu tratava por tu e com quem podia passar horas e dias a falar e passear. Aquele com quem partilhei as férias, as festas da escola, todos os domingos e muitos fins de tarde. O avô que durante anos comprou Coca-Cola e Sumol de Ananás para o almoço de domingo. E que, já nos 70, mudou. Acreditou que era possível a mudança e fê-la por si, pela minha avó e pela família. Transformou-se num exemplo. Um pai exemplar como não o tinha sido, um avô-herói, um marido tão presente e cooperante.
O meu avô gostava tanto de viver. Assim como a mãe dele.
Conhecia meio mundo e o outro meio conhecia-o.
Tenho tantas saudades. Tenho saudades de o encontrar no Continente de boina e com as mãos atrás das costas. Tenho saudades do seu dedo do meio cortado desde que me lembro e de o ouvir contar as suas histórias mirabolantes.
Tenho saudades dos dentes novos, que pôs há 1 ou 2 anos e do ver com a minha avó, em constante embirração mas em constante amor.
Nunca pensei que doesse tanto.
Às vezes vejo-o na rua. Tantas e tantas vezes reinventado em outros avôs ou maridos que passeiam, que conversam, com quem me vou cruzando.
Só me pacifica o facto de saber que ele estava sempre de bem com a vida, e por isso, foi daqui bem connosco. Descansada e com um sorriso na cara, como sempre.
Tenho pena que os meus filhos não o possam conhecer.
Há dias o meu irmão dizia-me que o tempo não ajudava nada, que isso era treta.
Espero que o tempo alivie a dor e me permita matar todas as saudades com as melhores recordações que guardo dele.
Avô, onde estiveres, bronzeia a perninha.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
O dia em que pensei que a podia perder.
No dia em que ela ia entrar para o bloco operatório, às 7h
da manhã, estava em pânico. “Sim, mãe, vai correr tudo bem! Vamos estar à tua
espera no recobro quando acordares da anestesia.”
Este foi o momento, primeiro e único, que o medo se apoderou
de tal forma que pensei que a podia perder.
O meu irmão do outro lado do oceano há quinze dias, sozinho,
numa casa com 10 marmanjos e caído numa das cidades mais perigosas do mundo.
O meu pai, o meu doce e sensível pai, a mostrar ao máximo a
sua força. Também devia estar com muito medo.
Fui para as aulas, de minuto em minuto olhava para o
telemóvel na esperança de uma chamada a dizer “a operação acabou, correu tudo
bem!”.
Demorou horas. Se calhar nem foram assim tantas as horas,
mas parecia um dia inteiro.
O meu pai liga-me, com a voz embargada “filha, é para te
dizer que correu tudo bem com a mãe (e o meu coração de passarinho descansou)
mas o problema dela não era no útero, depois conto-te (e o meu coração descansou
tão depressa como voltou a disparar até à hora em que consegui ir vê-la)”.
Quando cheguei o meu pai chorava de alívio. Entrei, a minha
mãe estava irreconhecível, entubada até à testa e meia a dormir. Disse-lhe
“mãe, estou aqui. Correu tudo bem.” E ela pergunta-me “porque é que o pai está
a chorar?”. Nesse momento só me apeteceu rir. A sério. No meio daquilo tudo, e
com a quantidade de sedativos, esta era a pergunta mais genuína e saudável que
a minha mãe podia fazer.
Respirei de alívio e, confesso, saí a chorar.
Do diagnóstico à operação foi um tiro. Sendo que, pelo meio,
perdi uma avó e o meu irmão emigrou, foi para o outro lado do atlântico, de
malas e bagagens sem bilhete de volta.
É claro que, no dia da operação, com 4 horas de diferença,
liguei (ou acordei, vá) o meu irmão, para lhe dar a boa nova.
Mas depois de toda a confusão de ser daqui e depois ser
dali, depois de uns centímetros a menos de intestino e de um tumor que já dava
para um aperitivo, por mim estava resolvido. Se não tinha sido desta, pois
então a doença que se pusesse a pau porque não era só a minha mãe a lutar,
éramos muitos a festejar a vida e a celebrá-la.
E o meu feeling deu mais do que certo. Era maligno mas a
minha mãe estava limpa. O tratamento que iria fazer era meramente preventivo.
Só que não era assim tão “meramente”. Quimio. A palavra que
ninguém quer ouvir. Oral, comprimidos, tudo bem, não cai o cabelo, não se
preocupe. Mas com ela mais 18 comprimidos diários para proteger o corpo de
tudo. Ainda assim, enjoos, inchaços, impedimento de apanhar sol, reação
negativa ao calor e transformações corporais foram acontecendo.
Não foi fácil principalmente para ela. Acho tão difícil
partilhar a dor do tratamento. Acho que é tão pessoal que a nós resta-nos
apoiar, incentivar, acompanhar e distrair.
E assim têm sido estes três últimos anos, quase quase a
acabar. Visitas mensais ao IPO, o abandono dos meus pais por três meses para
fazer a viagem da minha vida, o regresso e o aviso “vou sair de casa”, dias de
chamadas a dizer “está tudo bem, mas vou ter de levar transfusão”. Dias esses
em que voava para o hospital de dia para junto dela, horas e horas entre
análises e transfusão. Ajuda dos voluntários para aqui, ajuda aos restantes
pacientes que estão em tratamento para ali, conversas com enfermeiras, visitas
a algum conhecido que acabava por estar lá internado.
A minha mãe está quase a terminar o tratamento. A minha avó
materna safou-se de um na mama. A minha bisavó, quando morreu, era doente do
IPO há 80 anos por causa do seu cancro da pele.
O meu avô não foi a tempo. Se calhar, nós não fomos a tempo.
Há três semanas.
Hoje é um dos dias mais importantes para mim, para ser
assinalado, para ser elemento de transformação nas pessoas.
E hoje, graças à “hipocondriaquice” vs “sou médica, enfermeira
e farmacêutica” da minha mãe, estamos todos juntos.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Falar sobre quê?
Não sabia como inaugurar o estaminé. Então cá esteve ele parado, paradinho.
Lembrei-me de passar aqui ontem e hoje, finalmente, tinha um assunto certeiro que me faria escrever e deitar água pelas barbas.
É inevitável. Mas 2015 está aí.
E parece quase inevitável fazer um balanço deste 2014. Parece. Porque na verdade dei por mim a fazer balanços há mais algum tempo.
Mas, para que mais logo possa estar descansadinha de baton vermelho a comemorar o novo ano e sem remorsos porque não o desejei aos meus amigos,cá vai.
2014 foi um ano atípico (adoro esta palavra). Tive as melhores coisas que a vida me poderia dar.
2014 trouxe-me novos projetos e planos renovados, novas conquistas, novos sonhos e nova vida.
Não sei a quem devo agradecer, senão a mim mesma e a meia dúzia de pessoas. Mas pelo sim, pelo não, agradeço (seja lá a quem for).
Não foi um ano cor-de-rosa. Aliás, foi, porque detesto cor-de-rosa. E muita coisa aconteceu que está guardada no caixote do lixo mais nojento e mal cheiroso do mundo junto de vermes devoradores e de húmus.
Para 2015 não peço muito, até porque a pedir é a mim mesma e sou um bocadinho preguiçosa.
Só peço para continuar rodeada daqueles pequenos seres racionais que me estragam com amor e cuidado. E que os projetos cresçam e de concretizem. E todos possamos ser felizes juntos.
Não prometo emagrecer nem ir ao ginásio porque não há pachorra. E não tenho nenhum #projetoverão2015, desculpem.
A vós, desejo-vos tudo de bom, do que a vida contém... tenham muita saúde e amigos também!
Bom 2015 para todos.
E eu cá continuo a achar que o melhor é entrar com o pé esquerdo.
Lembrei-me de passar aqui ontem e hoje, finalmente, tinha um assunto certeiro que me faria escrever e deitar água pelas barbas.
É inevitável. Mas 2015 está aí.
E parece quase inevitável fazer um balanço deste 2014. Parece. Porque na verdade dei por mim a fazer balanços há mais algum tempo.
Mas, para que mais logo possa estar descansadinha de baton vermelho a comemorar o novo ano e sem remorsos porque não o desejei aos meus amigos,cá vai.
2014 foi um ano atípico (adoro esta palavra). Tive as melhores coisas que a vida me poderia dar.
2014 trouxe-me novos projetos e planos renovados, novas conquistas, novos sonhos e nova vida.
Não sei a quem devo agradecer, senão a mim mesma e a meia dúzia de pessoas. Mas pelo sim, pelo não, agradeço (seja lá a quem for).
Não foi um ano cor-de-rosa. Aliás, foi, porque detesto cor-de-rosa. E muita coisa aconteceu que está guardada no caixote do lixo mais nojento e mal cheiroso do mundo junto de vermes devoradores e de húmus.
Para 2015 não peço muito, até porque a pedir é a mim mesma e sou um bocadinho preguiçosa.
Só peço para continuar rodeada daqueles pequenos seres racionais que me estragam com amor e cuidado. E que os projetos cresçam e de concretizem. E todos possamos ser felizes juntos.
Não prometo emagrecer nem ir ao ginásio porque não há pachorra. E não tenho nenhum #projetoverão2015, desculpem.
A vós, desejo-vos tudo de bom, do que a vida contém... tenham muita saúde e amigos também!
Bom 2015 para todos.
E eu cá continuo a achar que o melhor é entrar com o pé esquerdo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


